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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

25/07/2014

Casa ecológica propõe uma nova maneira de viver

Pesquisadores de universidades brasileiras criam modelo para participar de competição internacional e consolidar a indústria da construção sustentável no país

Por: Rebeca Ramos



Brasília - Depois de abusar, por anos, dos recursos naturais, a ordem agora é minimizar os danos causados ao planeta. A sustentabilidade está em alta, e viver de forma consciente é mais do que uma escolha, é uma obrigação. Pensando nisso, um grupo interdisciplinar com participantes da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) criou uma residência de energia zero (REZ), ou seja, ela não utiliza nenhuma fonte elétrica para funcionar. A Ekó House foi desenvolvida para participar do Solar Decathlon Europe 2012, uma competição internacional de casas ecológicas que terá participação de 20 universidades de vários países.

Bruna Mayer de Souza, arquiteta e urbanista da UFSC, explica que o termo ekó vem do tupi-guarani e significa “maneira de viver”. “Assim, buscamos desenvolver uma habitação que possibilite a vida em maior harmonia com o meio ambiente”, explica. O projeto conta ainda com a colaboração de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Rio Grande do Norte (UFRN).

De acordo com Bruna Mayer, a casa utiliza apenas a energia solar, que é transformada em energia elétrica por painéis fotovoltaicos e em energia térmica por tubos evacuados. “A casa é desenvolvida para ser altamente eficiente, com equipamentos de alta eficácia, estudo das condições climáticas e isolamento térmico de alta eficiência”, explica a arquiteta. Dessa forma, é possível atingir as condições de conforto e desempenhar todas as tarefas com o mínimo de energia necessária.

A coordenadora da pesquisa, a arquiteta e urbanista Thêmis Fagundes, explica que a Ekó House é, antes de tudo, uma casa-conceito, um protótipo 4D de uma investigação em andamento. O que se busca é justamente investigar e discutir a validade dessas hipóteses, e a universalidade e a replicabilidade desses princípios na realidade brasileira, explorando os resultados da experiência no desenvolvimento de uma ampla rede de aprendizagem social com foco num modo de morar mais sustentável. “Assim, não se trata tanto da replicabilidade do protótipo em si, mas do conhecimento gerado a partir desse processo e de sua capacidade de multiplicação, especialmente no campo da arquitetura e da engenharia”, afirma.

Harmonia com o meio ambiente 
Totalmente adaptável às diversas condições climáticas, casa utiliza apenas energia solar. Sistemas e tecnologias utilizados podem ser adotados nos diferentes tipos de construção

Segundo a arquiteta e urbanista de Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Bruna Mayer de Souza, a casa foi desenvolvida priorizando as condições climáticas de Madri – local da competição –, mas poderia ser implementada com pequenas alterações em diversas regiões do Brasil. “Inclusive, sua estrutura de suporte dos painéis fotovoltaicos tem a angulação ajustável, o que garante uma boa eficiência deles em diferentes latitudes.”

A casa, com aproximadamente 47 metros quadrados (m²), tem cozinha, salas de jantar e de estar, banheiro e quarto. Contudo, o leiaute pode ser modificado. “Sua estrutura em painéis e módulos permite que o espaço seja aumentado com a inserção de módulos. Além disso, a maioria dos sistemas e tecnologias utilizados podem ser adaptados aos mais diferentes tipos de construção”, ressalta a pesquisadora da UFSC.

A coordenadora da pesquisa, a arquiteta e urbanistaThêmis Fagundes descreve o ambiente ekó como uma arquitetura integrada aos ciclos da natureza, especialmente do sol, do ar e da água, mediado por sistemas automatizados de controle de sombreamento nas varandas e aberturas, sistemas passivos de uso de energias renováveis para conforto e bem-estar, e integração de ambientes internos e externos, tudo adaptado a diferentes famílias. Com isso, consegue-se um modo de morar com novos padrões de relacionamento entre o homem e o ambiente natural.

Políticas públicas 

O projeto está ligado a uma iniciativa maior, que é o lançamento das bases de uma indústria nacional de REZ com tecnologia brasileira e adequação às diversas regiões bioclimáticas. De acordo com o coordenador de projeto, José Kós, já existe uma pressão do mercado para a modernização da indústria da construção no Brasil. Há uma pressão da sociedade por edificações mais sustentáveis
Habitação tem equipamentos de alta eficiência, estudo das condições climáticas e isolamento térmico

. “O projeto não pretende lançar as bases para a indústria nacional de REZ, mas contribuir para essa proposta por meio da reunião de parceiros da indústria que têm uma preocupação semelhante e propostas de soluções voltadas para o nosso contexto climático e da produção local”, afirma.

O objetivo do grupo é influenciar na formação de arquitetos e engenheiros, deixando-os mais preparados para a construção de edificações sustentáveis. “Além disso, buscamos conscientizar os profissionais que atuam na construção civil e o público em geral para adotar algumas dessas tecnologias em suas residências e para a necessidade da modificação de alguns dos nossos hábitos.”

Para Fagundes, projetos desse tipo podem contribuir para alavancar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento de construções mais sustentáveis que deveriam estar associadas a redes de desenvolvimento social, priorizando a sustentabilidade humana. “Se existe a possibilidade de um maior controle do consumo de energia não renovável e sua distribuição em nossa sociedade contemporânea para além do controle econômico, ele só poderá ocorrer pelo fortalecimento de relações sociais com uma base ética. Envolve também uma mudança no paradigma do desenvolvimento, que priorize nossa condição humana neste planeta”, acredita.

O Brasil é particularmente positivo no cenário global, pois tem uma matriz energética relativamente limpa, ou seja, tem por base energias renováveis, dado o potencial de reservas naturais. Além disso, o padrão de consumo energético no país é baixo, quando comparado às sociedades do Hemisfério Norte, especialmente na América do Norte e na Europa. “Assim, no caso brasileiro não se trata tanto de diminuir o consumo, mas de criar as condições favoráveis para auxiliar a desenvolver processos de educação ambiental que promovam a sustentabilidade humana e não apenas o desenvolvimento exclusivamente econômico”, diz a arquiteta.

12/07/2014

Banco de Pallets empilhados - Paletes de MDF e fórmica

Fazer um banco empilhando pallets não tem segredo.
Basta empilhar os pallets, certo? Quase isso!
Primeiro, deve-se saber qual profundidade queremos que o banco tenha. Geralmente, pallets compridos são mais largos, quase quadrados, e dependendo do ambiente não cabe um banco grande.
Então, se quiser um banco estreito com medidas usuais, tem que mandar cortar. Assim que conseguimos comprar os pallets, levamos para uma marcenaria e o corte foi feito rapidinho.
Usamos pallets feitos de MDF. Compramos por R$2,00 cada um, no estoque de uma loja de pisos laminado (aqueles pisos que imitam madeira).
A empresa de pisos estoca as tiras de laminado sobre os pallets e achamos muito legal que os pallets já vinham revestidos com fórmica. 
Escolhemos o pedaço em que a fórmica não estava arranhada e colocamos por cima para não precisar se preocupar com pintura nem com acabamento.
Como o banco vai ficar em ambiente interno, sem pegar umidade, não tem problema nenhum em deixar o MDF à vista. É importante lembrar que o MDF estufa e fica mole em contato com umidade.
Outra coisa importante é fixar um pallet no outro. Assim, eles não vão escorregar nem cair e vamos evitar acidentes.
Para dar mais conforto e beleza, um colchonete velho foi cortado e ganhou capinha listrada que a vovó costurou.
Foto e texto: Bianca Barreto


Como fixar um pallet no outro e evitar que esles escorreguem
1-Compre chapas metálicas com furos vendidas em casas de ferragens ou lojas de material para construção.
Existem chapas com 2 e com 4 furos. Dois furos já dão conta de fixar bem, então compre a que for mais barata.
2-Segure a chapa onde irá parafusar e marque o lugar dos furos com um lápis.
3-Martele o local onde marcou, fazendo um furo guia para parafusar.
4-Parafuse.
Pronto!




09/07/2014

Casa italiana é feita com materiais recicláveis e produz 100% de sua energia


A BioCasa_82 foi construída em Treviso, na Itália. O projeto utilizou materiais recicláveis e energia renovável. Além de sua beleza arquitetônica, a construção é mais uma prova de que é possível ter conforto ao mesmo tempo em que se tem uma obra com baixo impacto ambiental.

O escritório Welldom foi o responsável pelo projeto, que contou com a aplicação de um método próprio e exclusivo para maximizar o uso de tecnologias sustentáveis. Todos os sistemas aplicados e o cuidado em todas as fases, da concepção à construção, foram pensadas para a obtenção do selo LEED Platinum, o nível máximo em certificação ambiental.

A casa alcançou 117 dos 136 pontos analisados sobre sustentabilidade pelo Green Building Council. Em termos de inovação e design, o projeto recebeu 10, dos 11 possíveis.


O “Método de Welldom” possibilitou que a BioCasa_82 fosse construída com 99% de materiais recicláveis. A residência ainda conta com sistema de produção fotovoltaica e aquecimento solar. Isso significa que, por si só, ela é capaz de produzir 14mWh/mq de eletricidade, ao mesmo tempo em que o calor do sol é aproveitado para fornecer água quente e arrefecimento.


A casa, encomendada por Enrico Moretti, CEO da marca Diadora, emite 60% menos carbono que as construções tradicionais. Para chegar a este nível, a edificação é independente das redes de transmissão de energia e também possui sistema de aproveitamento das águas pluviais. Além disso, a construção foi pensada para aproveitar ao máximos a luminosidade e ventilação naturais.

Fonte: CicloVivo

06/07/2014

Garrafas PET são transformadas em cobertura para telhados


Ideias bem empregadas podem transformar problemas em soluções. Um bom exemplo vem da organização sem fins lucrativos Reuse Everything Institute, com sede em Pittsburgh (EUA), que criou uma máquina capaz de converter o plástico usado para a fabricação das garrafas (um tipo de resina termoplástica da família dos poliésteres) em materiais de construção com preços acessíveis.


As garrafas PET representam um problema global, pois seu tempo de decomposição é extremamente longo. No Brasil, foram coletadas para reciclagem 331 mil toneladas de embalagens em 2012, segundo dados do Censo da Reciclagem de PET no Brasil, divulgado em 2013 pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet).


Em colaboração com os estudantes da Carnegie Mellon University e Engineers Without Borders, a ONG automatizou essa tecnologia para facilitar a criação de negócios sustentáveis nos EUA e no exterior.

Ela já foi utilizada no teto de uma casa no Equador para testar a resistência do produto - e o resultado é altamente satisfatório. Os responsáveis querem ampliar esse processo para mais comunidades no país, além de promover emprego para a população, que fará a reciclagem do produto.


Fonte: Reuse Everything     Via: EcoD

28/06/2014

Maior usina solar da América Latina é inaugurada em Santa Catarina


A Eletrosul inaugurou nesta sexta-feira (27) a maior usina solar integrada a um edifício da América Latina, localizada em Florianópolis (SC). O complexo, apelidado de Usina Megawatt Solar, é fruto de uma parceria entre a empresa distribuidora de energia e o governo alemão e tem capacidade para produzir 1,2 gigawatts-hora ao ano.

O investimento total do empreendimento foi de R$ 9,5 milhões. Ao todo foram usados 4,2 mil módulos fotovoltaicos, instalados nas coberturas dos edifícios-sede e estacionamentos, o que totaliza uma área de 8,3 mil metros quadrados. A tecnologia transforma a radiação do sol em eletricidade, que é direcionada às redes de distribuição locais.

Foto: Divulgação

“O Brasil tem um potencial enorme para a geração de energia a partir do sol. Projetos como o Megawatt Solar certamente servirão de estimulo para que iniciativas semelhantes se multipliquem pelo país”, destaca o diretor do KfW na América Latina, André Ahlert.

A energia produzida na usina será disponibilizada a consumidores livres, como empresas e shoppings, que poderão comprar a eletricidade através de leilões. Já no primeiro leilão, que será realizado no segundo semestre de 2014, a empresa pretende vender 800 MWh/ano. “Nossa intenção não é somente comercializar o produto. Queremos ajudar a difundir um novo conceito, que atenda à crescente demanda da sociedade por energia renovável”, explicou Eurides Mescolotto, presidente da Eletrosul.

A companhia tem outros dois projetos da área solar em andamento. Um deles busca purificar o silício, que é a principal matéria-prima usada na fabricação dos painéis fotovoltaicos, e o outro consiste em avaliar o potencial do aproveitamento solar a partir de estações solarimétricas.

Fonte: CicloVivo