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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

22/08/2014

Hospital norte-americano ganha horta comunitária gigante


O hospital Eskezaki Health, localizado em Indianápolis, nos EUA, é um bom exemplo de projetos sustentáveis. Além de ter o selo LEED Silver, a estrutura possui uma grande horta em seu terreno, usada para produzir alimento para pacientes e funcionários.

O projeto de agricultura urbana é fruto de uma parceria entre escritórios de arquitetura e coletivos que promovem o plantio na cidade. A proposta é de que a área cultivável sirva também para integrar as pessoas que utilizam o hospital. O espaço ajuda a promover um senso de comunidade, onde funcionários, pacientes e visitantes também estão próximos à natureza.



A horta possui 1.500 metros quadrados e foi totalmente construída com o apoio financeiro da própria comunidade e ajuda de organizações sem fins lucrativos. O local ainda será uma ferramenta de ensino prático para que os envolvidos entendam como os alimentos são cultivados e qual é a importância de incluí-los na alimentação.


Como a produção é diversa, o hospital público mais antigo de Indianápolis pode utilizar de seu próprio cultivo para alimentar os pacientes. Os vegetais orgânicos devem deixar as receitas mais saborosas e nutritivas.


Fonte: CicloVivo

19/08/2014

Largo da Batata (SP) ganha praça com grama e bancos de paletes


Algumas iniciativas interessantes foram realizadas durante o DW! Design Weekend - evento que aconteceu no último fim de semana -, para incentivar os paulistanos a usufruírem dos espaços públicos da capital paulista. A programação contou, por exemplo, com a instalação de um Jardim Pop Up no Largo da Batata, na zona oeste da cidade, que deu vida à praça vazia.

Realizada pelo DesignOK, a ação busca discutir a importância da arborização e o ajardinamento no centro urbano, bem como incentivar a criação de mobiliários urbanos que tenham como premissa espaço para área verde. Por isso, além do jardim com grama sintética, foram instalados bancos com paletes (estrados de madeiras) e vasos de plantas. Tudo foi feito em cerca de 24 horas.

Nem a chuva desanimou o grupo. Foto: DesignOK

“A arborização e criação de mais áreas verdes são essenciais para a cidade e têm funções vitais, como propiciar sombra, purificar o ar, atrair aves, diminuir a poluição sonora e valorizar a qualidade de vida local”, afirma Lauro Andrade, idealizador do Design Weekend e da ação junto com o grupo DesignOK.

Coordenado por Vanessa Espínola, a iniciativa tem apoio institucional da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, da Subprefeitura de Pinheiros, do Movimento “A Batata Precisa de Você”, além do apoio de estúdios de arquitetura e empresas. 

O Design Weekend terminou no último domingo (17), mas a praça continua no local. Os organizadores fizeram questão de doar a estrutura para a Subprefeitura de Pinheiros, que deve cuidar da manutenção.

A Subprefeitura de Pinheiros será responsável pela manutenção da praça. Foto: DesignOK

Fonte: CicloVivo

18/08/2014

Selo consciente O’R 88º é apresentado na Expo Arquitetura Sustentável


A primeira casa com o grau máximo de sustentabilidade do Selo Consciente O’R 88°, que gradua os projetos do escritório de arquitetura Atelier O’Reilly, será apresentado pelo Consórcio Conexão 88º - projeto desenvolvido para empreendimento da incorporadora JHSF.

"Esta graduação foi possível graças a multidisciplinaridade do consórcio das empresas, o Atelier O’R (arquitetura), Gaia (construtora), Mado (caixilhos) e Rewood (madeira laminada) e dos parceiros complementares que se dedicam ao desenvolvimento tecnológico para baixo impacto ambiental, melhoria da eficiência térmica, acústica, energética e a utilização de materiais ecológicos, certificados, reciclados, utilizando o que há de mais inovador no mercado sustentável”, explica Patricia O’Reilly, arquiteta urbanista, membro da Conexão 88.

A expectativa da Conexão 88º com a Casa 88º é mostrar a viabilidade desse tipo de projeto no mercado brasileiro, e as mais diferenciadas estratégias de desenho aplicadas, as inúmeras inovações e soluções tecnológicas, materiais de alta performance e eficiência energética com o objetivo de minimizar o impacto negativo e maximizar o impacto positivo, acredita O'Reilly.

Expo Arquitetura Sustentável - Feira Internacional de Construção, Reforma, Paisagismo e Decoração

A feira acontece no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte. Todos os modelos e normas de certificações reconhecidas internacionalmente, tais como HQE (França) – adaptada para o Brasil como AQUA; BREEAM e SKA RATING (Reino Unido), DGNB (Alemanha), CASBEE (Japão), LEED (EUA), FSC, PROCEL, A3P (Setor Público) e SELO AZUL (Brasil) terão oportunidade de exposição. A Reed Exhibitions Alcantara Machado, promotora e organizadora da feira, estima 7 mil visitantes/compradores, em uma área de 8 mil m² e 100 marcas nacionais e internacionais. A conferência deve reunir 800 congressistas que assistirão e debaterão em painéis de 80 palestrantes.

Data: 26 a 28 de agosto de 2014 
Local: Expo Center Norte, Pavilhão Vermelho - São Paulo - SP
Horários: Exposição: 11h às 20h / Conferência: 9h às 18h
Para mais informações, acesse o site.

Fonte: Ciclo Vivo

13/08/2014

Centro Cultural Jean Marie Tjibaou em Nouméa


 

Tratou-se de ver como a cultura kanak definiria a própria arquitetura a construir. Nesse processo, não estariam implicados tanto os procedimentos herméticos como aqueles de diálogo com as "preexistências" do lugar. Para isso, foi necessário "tentar entender como nasceu aquela cultura, porque tinha seguido determinadas tendências, que filosofia de vida a conformara" (2).

Durante a realização do projeto, trabalhou-se com base nas premissas que as construções da tradição kanak nascem da estreita relação com a natureza e são efêmeras como alguns de seus materiais. Sua continuidade no tempo não é baseada na duração do edifício isolado, mas na preservação de uma topologia e de um padrão construtivo. Outra vertente da cultura local é a concepção da paisagem como elemento indissociável da arquitetura.

  

Localizado em uma pequena península a leste de Nouméa, em parte cercada pelo mar e em parte por uma lagoa coberta por densa vegetação, e análogo aos assentamentos kanak, que querem, simultaneamente, ser bosque e povoado, o centro cultural foi proposto como um conjunto de edificações, vias e espaços abertos unidos por um núcleo central: a alameda do povoado tradicional.

A experiência de familiarização com o centro e suas atividades vai ocorrendo simultaneamente. O acesso não é feito de maneira frontal, mas através de um caminho paralelo à costa e ao edifício que sobe, serpenteante, ao promontório e acaba em uma praça elevada, à entrada do centro cultural.

No seu interior, o programa cultural desenvolve-se como uma espécie de ritual, passando pelas exposições dos espaços naturais da ilha, da arte, da história e da religião da civilização kanak. Para isso, o edifício foi organizado como um conjunto de três povoados que abrigam exposições, performances ao ar livre, anfiteatros, escritórios.

Os "povoados" conformam-se a partir de 10 edifícios amplos e semicirculares, com finalidades diferenciadas, que se abrem inesperadamente sobre a alameda que conecta o Centro, proporcionando “uma passagem dramática de um espaço comprimido a outro expandido”, pois, segundo Renzo Piano, "da cultura local roubamos os elementos dinâmicos e de tensão" (3). O caminho temático continua fora do edifício. Uma trilha reconstrói a representação kanak da evolução humana e discorre sobre os momentos-chave dessa cultura: a criação, a agricultura, o habitat, a morte e o renascimento, partindo de suas metáforas extraídas de um mundo natural.

 
Fotos: Sylvain Saustier [Lycos]

O Centro Cultural está exposto por um lado a fortes ventos e por outro a brisas suaves. Esta dimensão climática apropria-se da própria arquitetura, que registra os ritmos aos quais se vê submetida. Assim, associam-se volumes baixos orientados para uma lagoa e telas voltadas para o mar. Adaptados às extremas exigências do clima (com ciclones de até 240 km/h), os pavilhões "vela" giram sua parte posterior para o mar a fim de explorar com maestria os ventos dominantes ou induzir correntes de convecção, como é tradição local, equipando o centro como um eficaz sistema de ventilação.

Reinterpretando as choças kanak, levantam-se estas edificações compostas de uma forte carapaça dupla, construída a partir de pilares e vigas de madeira, de modo similar ao sistema primitivo, porém menos curvadas e alongadas. Revestidas de uma pele de madeira de iroko, que faz alusão às fibras tramadas das construções locais: "As lâminas da face externa das edificações são de diferentes larguras e espaçamentos. O efeito ótico da débil vibração que produz fortalece sua afinidade com a vegetação agitada pelo vento” (4).

Dos seus aspectos gerais até os mais específicos, a arquitetura de Renzo Piano não busca mimetizar-se com as tradições locais, mas nutrir-se de sua autenticidade para dar-lhe uma leitura universalizante.

O Centro Cultural é a materialização de um cuidadoso esforço para encontrar, em confronto com diversos ritmos (espaço, tempo, cultura e clima), o justo equilíbrio entre artefato e natureza, tradição e tecnologia, memória e modernidade.

ficha técnica

Projeto Centro Cultural
Jean Marie Tjibaou

Localização
Nouméa, Nova Caleônia

Cliente 
Agência para o Desenvolvimento da Cultura Kanac

Arquitetura 
Renzo Piano Building Workshop

Colaboradores
P. Vincent, D. Rat, A. Chaaya

notas

1,2,3 e 4
PIANO, Renzo. Logbook. Londres, Thames and Hudson, 1997.

sobre o autor

Ana Rosa de Oliveira é doutora em Arquitetura pela Universidade de Valladolid, Espanha, e professora e pesquisadora do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Fonte: Vitruvius

11/08/2014

Churrasqueira solar pode substituir lenha e carvão nos países em desenvolvimento


Extremamente tradicional no Brasil, principalmente na região Sul, o churrasco costuma ser uma ótima opção para reunir a família e os amigos, além de ser muito saboroso. Entretanto, está longe de ser uma prática das mais ambientalmente corretas, até porque a queima do carvão e da lenha emitem uma série de gases poluentes na atmosfera, além do risco de contaminação decorrente do contato com a fumaça.

Depois de passar uma temporada na Nigéria, onde ainda se usa lenha para o cozimento dos alimentos, o professor do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), David Wilson, criou o Wilson Solar Grill que, não só pode cozinhar seus alimentos quando o sol está brilhando durante o dia, como também pode armazenar energia para que se possa cozinhar durante a noite.


Isso é possível graças ao fato de a churrasqueira solar conseguir armazenar energia térmica para até 25 horas de uso, alcançando temperaturas de 230ºC.

O produto, que encontra-se em fase de desenvolvimento, poderá ajudar a solucionar esse problema tão comum no nosso dia a dia, principalmente nos países emergentes.

Assista no vídeo abaixo:

Fonte: EcoD